As 7 Irmãs Sutherland: Canto e Cabelão no Século 19

As 7 Sutherland Sisters: Sarah, Naomi, o pai Reverendo Fletcher Sutherland, Grace, Victoria, Dora, Mary, e Isabella. (Imagem: Reprodução/Internet).

Nos últimos anos do século 19, as Sete Irmãs Sutherland tornaram-se as musas da beleza capilar, musas da motivação, e também musas de alguns dos vários complexos da psicologia. Suas vidas, suas ambições, virtudes, humores e dramas foram muito maiores do que a trama da maior ficção. Contudo, como se excluídas dos anais da cultura estadunidense, elas simplesmente desapareceram.

Atualmente há uma gama de formas pelas quais uma estrela pop consegue chamar a atenção do público que vão além da demonstração de seu real talento: apresentações com coreografias deslumbrantes, minúsculos trajes, ou uma roupa feita de carne crua—como Lady Gaga o fez há algum tempo atrás. Um visual diferente e exuberante tem sido uma estratégia de publicidade antiga.

Enquanto hoje Miley Cyrus aposta em um corte de cabelo bem curtinho, no final dos século 19 sete irmãs nos EUA tomaram uma direção totalmente oposta. Levando-se em conta os limites morais para uma artista chamar atenção naquela época, um visual ‘rapunzelesco’ teria sido o máximo da possibilidade, já que cabelos longos eram cultuados como um dom do sexo feminino.

Nas apresentações das Seven Sutherland Sisters (“As Sete Irmãs Sutherland”), a coisa mais impressionante para o público não era o canto nem suas vozes, mas sim as suas longas cabeleiras. Esse era o grande apelo daquele que foi um grupo musical de bem grande sucesso.

Sarah, Victoria, Isabella, Grace, Naomi, Dora, e Mary, nascidas entre 1846 e 1864, formavam o grupo The Seven Sutherland Sisters, um grupo feminino de canto originalmente da cidade de Lockport, parte do condado de Niagara no estado de Nova York—todas nasceram na pobre cidade rural de Cambria, perto de Lockport, onde elas cresceram ajudando a família na criação de perus.

Quando ainda crianças, Mary, a mãe das meninas, passava uma pomada caseira de cheiro insuportável regularmente no cabelo das filhas para que crescessem fortes e grossos. O cheiro era tão horrível que as meninas eram hostilizadas na escola e, quando alguma visita se aproximava da casa, elas se escondiam no quintal. Com a morte da mãe em 1867, o pai se dedicou a educação musical das filhas, e do seu único filho, Charles.

É dito que nas fotos em grupo, as sete irmãs posavam tentando mostrar que seus cabelos podiam tocar o chão, mesmo que tivessem que se sentar ou dobrar os joelhos. (Imagem: Reprodução Internet).
Ainda na infância, as irmãs Sutherland começaram a cantar na igreja e nas feiras públicas de sua cidade natal, Cambria. Seguindo o exemplo do pai exibicionista e envolvido em política, as irmãs precoces rapidamente aprenderam o ofício dos negócios do mundo do entretenimento. A carreira deste super grupo musical de vaudeville durou quase 15 anos, enquanto as suas posteriores três décadas de sucesso no ramo de produtos de beleza terminaram em uma série de tragédias.

Dora Sutherland. Dora cuidava das finanças e permaneceu dedicada à corporação da família. Os seus lucros prosperaram e duraram por muito mais tempo do que o das suas irmãs.
“A mais surpreendentemente atraente das irmãs, Dora, a sexta a nascer, manteve seus cabelos entre 1m e 37cm a 1m e 82cm de comprimento ao longo dos anos. Ela tinha o rosto de uma modelo sonhadora do século 19, um nariz virado para cima e um beicinho sentimental que podia derreter qualquer coração. A contralto Dora era referida como ‘a bonitinha’ entre as sete em seus dias de Broadway e de circo. Ela usou a sua mente afiada para ser bem sucedida como uma ‘flertadora’ incorrigível e, mais tarde, para se destacar da maior parte da família como uma mulher de negócios e empreendedora perspicaz no Canadá”. (Brandon Stickney) (Imagem: Reprodução/internet)

Mas qual teria sido o tão grande apelo dos tão longos cabelos?

O período vitoriano na Europa e Estados Unidos mostrou uma verdadeira “obsessão” com cabelos compridos, como explica a ensaísta Elisabeth Gitter:

“Na pintura e na literatura, bem como em sua cultura popular, [os vitorianos] descobriram uma variedade de significados ricos e complexos na imagem dos cabelos femininos, atribuindo a ele poderes tanto mágicos quanto simbólicos” (Side Show World)

O biógrafo das irmãs Sutherland, Brandon Stickney (autor do livro The Amazing Seven Sutherland Sisters, ou “As Fantásticas Sete Irmãs Sutherland”), observa que os escritores da época também ilustraram que os cabelos encantadores de uma mulher carregariam o poder de abrigar e proteger seus amantes, e que aqueles cabelos poderiam seduzir como também sufocar. Ele diz que o “cabelo comprido era visto como uma oportunidade, que poderia atrair uma grande riqueza, acompanhada de privilégios e os perigos da riqueza”.

Sarah Sutherland não tinha um cabelo muito longo, media apenas 1m e 22cm, mas era ondulado e grosso. Sarah foi a irmã que fundou o grupo de canto. (Imagem: Reprodução/internet)
“Sarah Sutherland, a primeira a nascer, era uma morena tímida, mordaz mas convidativa, de traços robustos e de queixo forte. Seus olhos azuis e seu cabelo de 1m a 1m e 22cm, foram os principais fatores de sua intensa beleza. Uma bíblia com capa de couro era sua companhia constante. Sarah usou os seus talentos de soprano alto e de pianista para se tornar uma professora de música reverenciada e, mais tarde, a líder do grupo de canto as Sete Irmãs Sutherland. Sendo a irmã mais velha, ela também orientou a família através dos primeiros infortúnios e provou ser uma mulher de negócios de sucesso no mundo da moda”. (Brandon Stickney) (Imagem: Reprodução/internet)

Por tal visão amplamente aceita sobre os cabelos bem compridos, facilmente as irmãs Sutherland se tonarem modelos. E nas vitrines lojas e nos saguões de hotéis elas exibiram os seus longos cabelos. Mas a real fortuna lhes veio através da venda de um tônico capilar criado pelo pai e mentor das moças, o Reverendo Fletcher Sutherland, que modificou a velha receita de sua falecida esposa.

Brandon Stickney afirma que as Sete Irmãs Sutherland foram as “primeiras modelos celebridades” e chegaram a ser denominadas de “as sete mais agradáveis maravilhas ​​do mundo” atraindo multidões de admiradores. Além dos intoxicantes e longos cabelos que levava às vezes algumas fãs invejosas a tentar cortá-los e roubá-los, o número de irmãs, sete—considerado como um número bíblico sagrado—adicionou um outro nível de misticismo nas suas apresentações.


Dianne L. Sammarco e Kathleen L. Rounds descrevem uma típica apresentação das Sutherlands:

“As moças—Sarah, Victoria, Isabella, Grace, Naomi, Mary, e Dora—que [em 1882] tinham de 18 a 36 anos de idade, colocavam-se lado-a-lado no palco em vestidos brancos, com os seus cabelos negros iluminados sob a luz à gás, e cantavam uma seleção musical. A marcante voz grave de Naomi predominava na rica harmonia das irmãs. A música não era a atração principal. O clímax da apresentação vinha no final quando todas, ao mesmo tempo, viravam de costas à plateia deixando seus longos e volumosos cabelos—que no total somavam quase 11 metros—caírem sobre suas costas, sobre o topo do palco e dentro do fosso da orquestra. Um suspiro de deslumbramento e deleite soava da plateia, seguido por um estrondoso aplauso”.

Grace Sutherland com sua crina castanho-avermelhada de cerca de 1m e 50cm de comprimento. Durante toda a sua vida ela se orgulhou de seu cabelo. Grace nunca se casou e viveu até o ano de 1946.
“A quarta irmã, Grace a 'tagarela', (…) era muito bem-humorada e elegante. Com olhos azuis de gelo, como os de sua mãe, um sorriso quase constante e de cachos coquetemente escondidos atrás de cada orelha, a contralto Grace foi uma grande comunicadora e gerenciou a maior parte dos negócios e da correspondência dos fãs, e apaziguou tanto as briguinhas entre as irmãs quanto as batalhas legais do grupo. Foi ela a irmã que viveu por mais tempo para desfrutar a fama e a riqueza, mas também para sofrer toda calamidade que atingiu a família. Embora tenha passado por um rompimento de noivado e nunca ter se casado, a ela foi dada a tarefa de criar os três filhos de uma de suas irmãs”. (Brandon Stickney) (Imagem: Reprodução/internet)

As irmãs passaram grande parte de seu tempo viajando entre várias cidades dos EUA. Em 1882 elas entraram para o mundo do circo. Fizeram parte do “W.W. Coles Colossal Show” (O Show Colossal de W.W. Coles), e em 1884 do “Barnum and Bailey Greatest Show on Earth” (O Grande Show na Terra de Barnum e Bailey). Elas se apresentaram com este último até 1907. Quando posavam nas vitrines de drogarias e nos saguões de hotéis, sempre havia a oportunidade para as moças fazerem propaganda do seu tônico capilar.

Embalagem original do “Fertilizador de Cabelo das Sete Irmãs Sutherland”. (Imagem: Reprodução/internet)

O biógrafo Brandon Stickney explica o apelo artístico e o tino comercial das irmãs dentro daquele específico contexto histórico:

“Como divas da Era Dourada [dos US] elas cantavam, tocavam piano, eram modelos, e ofereciam dicas para o cuidado dos cabelos e conselhos de beleza para milhões de pessoas. Eles trabalharam incessantemente para se manterem na vanguarda da moda para os cabelos nos Estados Unidos, e os seus métodos controversos chamaram uma enorme atenção e um escrutínio intenso. Elas tinham um magnetismo capilar; cabelo era a arte delas, uma fonte de poder e eventual riqueza. Em uma época na qual poucas pessoas confiavam nos ​​médicos, os remédios caseiros secretos, o charlatanismo, e o ato de automedicação floresceram. Este contexto ajudou a definir o padrão pelo qual as modelos e celebridades passariam a endossar e vender produtos de beleza com os seus nomes, lançando assim uma indústria de marketing que hoje se banca através de vender através da fama”.

Mary Sutherland tinha um pesado cabelo castanho escuro que media 1m e 82cm de comprimento. Ela sofreu de problemas mentais a maior parte de sua vida, e por vários períodos de tempo era mantida trancada em seu quarto.
“Mary Sutherland, a sétima irmã, tinha uma admirável e caótica juba castanha de 1m e 82cm. Apesar de sua atraente face arredondada, seus olhos profundos e seus notáveis lábios cheios​​, a família às vezes achava que Mary era melhor compreendida à distância. Seu talento no palco era fugaz, sua voz de contralto não era confiável, e suas inúmeras birras eram desconcertantes, pois Mary sofria de uma doença que poucos poderiam entender naquela época. Embora ela tenha vivido mais do que a maioria de seus irmãos, Mary passou a maior parte de sua vida nos confins de sua própria cabeça. Alguns médicos e pregadores atribuíram sua loucura a vários fatores, incluindo ao comprimento de seu cabelo”. (Brandon Stickney) (Imagem: Reprodução/internet)

Para o biógrafo, no entanto, as irmãs também “eram igualmente supersticiosas, excêntricas, místicas, e infames, elas foram musas da motivação e dos complexos da psicologia. Suas vidas, suas ambições, virtudes, humor e dramas eram muito maiores do que a trama da maior ficção”. Stickney acrescenta que, “como se excluídas dos anais da cultura dos Estados Unidos, elas simplesmente desapareceram”.

Victoria Sutherland. Considerada a mais bonita das sete irmãs e dona do cabelo mais comprido, que chegou a sete pés, ou 2m e 10cm. Aos 45 anos ela se casou com um jovem de 19 anos.
“A mezzo-soprano Victoria, a segunda irmã, vangloriava-se com diamantes em seus dedos e ouro em seu pescoço, e com um surpreendente cabelo castanho ondulado que os fãs imploravam por pequenos pedaços. Com o nome igual ao da rainha da Inglaterra, Victoria tinha uma aparência suave, sutil, olhos e nariz tímidos, bochechas longas para uma jovem, e uma atitude de desdém. Ela herdou de seu pai a impetuosidade e o amor pelas coisas finas, e negou-se a amar verdadeiramente um homem até se encontrar em idade de não mais poder ter filhos. Victoria se casou com o filho de um pregador três décadas mais novo do que ela, e viveu seus últimos anos em reclusão virtual em um triplex em Manhattan”. (Brandon Stickney) (Imagem: Reprodução/internet)

Antes e depois de suas carreiras, as irmãs apareceram nas páginas das revistas Cosmopolitan, McClure’s, Harper’s, The New Yorker, The New York Times, New York World, Time, Reader’s Digest, Theatre, and Billboard.

“É o Cabelo—não o Chapéu que faz que a mulher seja atraente”, diz uma campanha publicitária dos tempos áureos do tônico capilar das Sete Irmãs Sutherland. (Imagem: Reprodução/internet)

O negócio das Sutherlands esteve entre as maiores corporações de produtos de beleza na virada do século 20. Meio milhão de frascos do tonificador capilar foram vendidos em 1890, somente quatro anos depois de iniciada sua produção, e elas faturaram 3 milhões de dólares. As Sutherlands lançaram um produto de alta qualidade (e de fórmula secreta que continha rum, sal, magnésio e ácido clorídrico) por um preço bem alto—além do tônico para crescer o cabelo, elas também tinham um produto para limpar o couro cabeludo e outro contra caspas. O preço do produto variava entre $50 (50 cents) $1,50 (1 dólar e 50 cents), em uma época em que a média dos cidadãos dos US ganhava somente de $2 a $15 dólares por semana.

Isabella Sutherland tinha um cabelo de 1m e 82cm e se casou duas vezes.
“Com os olhos escuros como os do seu irmão mais novo, o barítono Charles Sutherland, a terceira irmã, Isabella, tinha 1m e 82 cm de cabelos pretos, soltos e frisados. Na verdade, seu cabelo era uma das únicas qualidades que assemelhavam Isabella às suas irmãs. As suas características faciais finas e seu corpo magro levava alguns a acreditar que ela era uma prima de primeiro grau. Isabella rejeitou a religião e se apegou aos homens indomáveis​​, casando-se duas vezes e, finalmente, traiu suas irmãs no auge da prosperidade do grupo”. (Brandon Stickney) (Imagem: Reprodução/internet)

Com a chegada da riqueza as Sutherlands começaram a esbanjar muito dinheiro. Em 1893 finalizaram a construção de uma enorme mansão próxima a sua antiga casa em sua cidade natal. A mansão além de lar para as irmãs, funcionou como escritório central da corporação da família.

Mas a vida das irmãs não foi somente uma vida de fama e glória. Era dito que elas estavam sob uma maldição. A mãe delas morreu em 1867, quando as mais novas das irmãs tinham apenas 6 e 3 anos de idade. O pai delas teve mais filhos com uma outra mulher enquanto ainda casado. Junto a outras vinte notórias celebridades, as Sutherlands quase morreram em um incêndio brutal em um hotel em Nova Orleans. As pessoas tentaram cortar e roubar seus cabelos. Houveram triângulos amorosos perigosos, conflitos entre elas, doença mental, alcoolismo, abuso de drogas, casamentos venenosos, suicídio, morte prematura, e um notório mal gerenciamento dos negócios.

Naomi Sutherland tinha o cabelo mais massivo de todas as irmãs, que envolvia todo o seu corpo como um manto. Quando ela desfazia os grossos cachos de 1m e 20cm, 1m e 68cm de cabelo cobriam totalmente o seu corpo. Naomi foi casada com Henry Bailey, filho do sócio de Barnum no circo. Ele formou o Sutherland Sisters Corporation para vender o especial tônico capilar.
“Com o seu grande busto e sua irreverência, Naomi, a quinta irmã, tinha o sorriso maroto de sua irmã Grace e um nariz romano em seu rosto redondo. Com os seu cabelos de 1m e 68cm profundamente encaracolados, ela era uma das cantoras mais distintamente talentosas da virada do século. A sua profunda voz de baixo ‘colocava os homens de joelhos’, disse um jornal. Enquanto os negócios da família prosperaram, Naomi e Grace provaram estar entre os melhores representantes de venda da família, tanto no contato com as vontades da clientela do salão quanto com as exigências da plateia de seus grandes concertos. A mais leal e matronal das sete irmãs, Naomi se casou com um homem também do ramo do entretenimento e teve três filhos talentosos que seguiriam os passos das tias. Naomi parecia ter nascida para ser mãe e era quase boa demais para este mundo”. (Brandon Stickney) (Imagem: Reprodução/internet)

Todas as coisas que hoje aparecem na mídia sobre as celebridades, caíram como uma praga sobre as Sutherlands, que eram bem excêntricas por natureza. Elas celebravam a vida da mesma maneira que celebravam a morte. Elas passavam dias cantando em homenagem a parentes mortos. Seus bichinhos de estimação eram tratados como realeza (eles tinham roupas de verão e inverno), e quando estes morriam elas faziam grandes funerais e publicavam longos obituários nos jornais locais. Elas davam festas suntuosas, e violentas, na famosa e lendária mansão em que viviam.

Mas, mesmo mantendo uma fachada religiosa, o comportamento das irmãs levaram o povo local a se perguntar:

“Estão elas pecando? Estão invocando os mortos? Elas estão se deliciando no amor proibido? Compartilhando seus maridos? Estão praticando espiritualismo, bruxaria ou vudu? Corrompendo os jovens? Elas estão se dedicando a vaidade? Estão se comunicando com demônios?” (Side Show World)

Um dos incidentes mais bizarros ocorridos na mansão foi a morte de Frederick Castlemaine, um nobre francês de comportamento também excêntrico que casou-se com Isabella, dez anos mais velha que ele. Viciado em ópio e morfina, ele gostava de atirar de espingarda nas rodas dos veículos que passavam enquanto ele sentava-se na varanda da mansão—as irmãs pagavam os danos aos fazendeiros locais. Mas após Castlemaine se suicidar, as irmãs não embalsamaram seu corpo. Elas o mantiveram sob uma redoma de vidro em um dos cômodos da mansão, onde diariamente o visitavam e cantavam ao seu redor. Após 10 dias seguidos daquele ritual, o cheiro insuportável levou agentes do departamento de saúde a visitarem a mansão. Seu corpo foi sepultado em um mausoléu no cemitério de Lockport, para onde quase todas as irmãs foram depois de mortas.

Frasco do tônico capilar das Irmãs Sutherland. (Reprodução/Internet).
Em 1919, Dora, Mary e Grace—as únicas ainda vivas até então, com o pouco dinheiro que tinham compraram um frasco de clorofórmio e mataram 16 dos seus 17 gatos e foram para Hollywood com um projeto de filme sobre as Irmãs Sutherland—projeto que não saiu do papel. Lá, em Hollywood, Dora morreu após ser atropelada por um carro. Dora foi cremada, mas sem dinheiro, as duas irmãs nunca pegaram as cinzas de Dora.

Com a nova moda dos cabelos curtos, a venda do tônico capilar despencou no início dos anos de 1920, deixando Mary e Grace na pobreza e vivendo sem ter o que comer na enorme e decadente mansão, a qual elas tiveram que abandonar em 1931.

Mary foi internada em um asilo e morreu em 1939. E, em 1946, Grace morre pobre aos 92 anos e, como não mais havia espaço no mausoléu da família, seu corpo foi sepultado em uma cova sem identificação. Após a sua morte, a lendária mansão Sutherland pegou fogo queimando tudo—incluindo possivelmente a patente da fórmula do famoso tônico capilar.

c&p

Fonte: Angel Fire; Yankee Magazine; The Niagara County Historical Society; Collectors Weekly; “Introducing the Amazing Seven Sutherland Sisters!”, Side Show World; Wikitree; The Daily Mail Online.

8 comentários:

  1. Caramba, q história!

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  2. Certamente daria um bom roteiro para um filme.

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  3. Gostei muito de ler a matéria, parabéns!

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  4. Ótima história, porém contém erros na tradução.

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  5. História estupenda!!

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  6. que historia digna de um filme, amei!! infelizmente o fim foi trágico.

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