A Pintura Figurativa de Alexa Meade: Humanos em 2 Dimensões


Alexa Meade(Imagem: Reprodução/internet)
Enquanto hoje se vive a ânsia por imagens 3D, a artista estadunidense Alexa Meade, usando tinta acrílica, transforma pessoas reais em personagens de 2 dimensões.


A artista vive em Los Angeles e já exibiu seus trabalhos em conceituadas galerias de arte no mundo. Em seu site, a artista apresenta uma citação sobre seu trabalho feita pela rede de TV pública dos EUA, que diz:

“De certa maneira, a artista Alexa Meade é uma pintora figurativa tradicional. Mas ela usa um tipo de tela pouco comum: o corpo humano. E ela recria um conceito clássico—o trompe l’oeil, a arte de fazer uma representação bi-dimensional parecer tri-demensional. Seu objetivo é fazer o oposto, ela desfaz a profundidade e transforma seus modelos vivos em imagens planas”.

(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

O site TED () apresenta o vídeo da artista “Alexa Meade: Seu corpo é minha tela” (junho, 2013), com legendas em português, e a transcrição do mesmo. Neste vídeo ela diz:

“Você deve estar se perguntando como tive essa ideia de transformar as pessoas em pinturas. Mas, originalmente, isso não teve nada a ver nem com pessoas, nem com tinta. Tinha a ver com sombras. Eu era fascinada pela ausência de luze queria encontrar uma forma de materializar isso e capturar isso, antes que mudasse. Tive a ideia de pintar sombras. Eu adorava poder esconder dentro dessa sombra, minha própria versão, em pintura, e ficaria quase invisível, até que a luz mudasse e, de repente, minha sombra seria exposta à luz.” (TED)


Alexa Meade(Imagem: Reprodução/internet)

A artista Alexa e Sheila Vand(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

“Eu me divertia muito nesse processo. Eu ensinava a mim mesma como pintar em diferentes estilos, e queria ver o que mais eu poderia fazer com isso. Juntei-me a uma colaboradora, Sheila Vand, e tivemos a ideia de criar pinturas em uma superfície mais incomum: o leite. Conseguimos uma piscina. Enchemos a piscina com leite. Colocamos a Sheila dentro da piscina. E comecei a pintar. E, no fim, as imagens eram sempre completamente inesperadas, porque eu tinha uma imagem bem específica de como ficaria, e pintava do jeito que imaginava, mas na hora em que a Sheila se deitava no leite, tudo mudava. Ficava em constante movimento e tínhamos de abraçar o fluxo, em vez de lutar contra ele, ver aonde o leite nos levava e equilibrar, para ficar ainda melhor. Às vezes, quando a Sheila deitava no leite, ele tirava toda a tinta dos braços dela, e pode parecer meio malfeito, mas nossa solução foi, certo, esconder os braços dela. E uma vez, ela ficou com tanto leite em seus cabelos, que eles simplesmente borraram toda a pintura em seu rosto. Tudo bem, certo, esconda o rosto. E acabamos com algo bem mais elegante do que poderíamos imaginar, embora seja basicamente a mesma solução que uma criança frustrada usa quando não sabe desenhar mãos, e as esconde nos bolsos”. (TED)

Sheila Vand no leite.(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

A artista Alexa fotografando seu trabalho
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

A artista Alexa e um personagem
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

A artista Alexa posando com uma personagem; visitantes apreciando o trabalho da artista.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

“O que faço em minha arte é que eu ignoro completamente a tela, e se eu quiser pintar seu retrato, eu faço isso pintando-o em você, literalmente em você. Isso significa que você provavelmente vai terminar com a orelha cheia de tinta, porque tenho que pintar sua orelha, na sua orelha. Tudo nesta cena, a pessoa, as roupas, cadeiras, parede, fica coberto em uma máscara de tinta que imita o que está bem abaixo dela e, dessa forma, consigo montar uma cena tridimensional e fazer com que ela pareça uma pintura bidimensional. Posso fotografá-la de qualquer ângulo e ela sempre vai parecer bidimensional. Aqui não tem Photoshop. Esta é uma fotografia de uma das minhas pinturas tridimensionais”. (TED)

Alexa em um dos seus cenários.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

A artista Alexa posando com um personagem.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

Alexa em um dos seus cenários.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

“Eu queria pensar em algo mais em que eu pudesse colocar sombras, então, pensei em meu amigo Bernie. Mas eu não queria apenas pintar as sombras. Também queria pintar os realces e criar uma silhueta de seu corpo em escala de cinza. Eu tinha uma visão bem específica de como ficaria e, enquanto eu o pintava, certifiquei-me de reproduzir isso com a maior precisão possível. Mas algo continuava cintilando diante dos meus olhos. Eu não tinha muita certeza do que eu estava vendo. Então, quando parei um pouco e dei um passo atrás para ver, foi mágico. Eu tinha transformado meu amigo em uma pintura. Eu não tinha previsto isso quando quis pintar uma sombra, que eu obteria uma outra dimensão, que eu o desconstruiria, que eu transformaria meu amigo em pintura, então, o traria de volta em uma pintura”. (TED)

A artista posa com uma de suas pinturas.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

A artista posa com uma de suas pinturas.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

A artista transforma-se em metade pintura.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

A artista posa com uma de suas pinturas.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

A artista posa com uma de suas pinturas.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

“Minhas primeiras ‘telas acabaram sendo coisas que vocês não esperariam que fossem usadas como tal: alimentos fritos, por exemplo. É quase impossível fazer com que a tinta pegue em um ovo gorduroso. (Risadas) Mais difícil ainda era fazer com que a tinta pegasse em uma toranja ácida. Simplesmente minhas pinceladas desapareciam, como tinta invisível. Era só eu largar o pincel e, instantaneamente, a tinta sumia”. (TED)

A artista pinta uma de suas personagens.(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

A artista posa com uma de suas pinturas.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

A artista posa com uma de suas pinturas.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

Um dos personagens de Alexa em um trem de metrô. 
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

A artista posa com uma de suas pinturas.
(Imagem: Alexa Meade; Reprodução/internet)

“E se eu quisesse pintar em pessoas, bem, eu ficava um pouco constrangida por levar pessoas lá embaixo, no meu estúdio, e mostrar a elas que eu passava meus dias num porão, passando tinta em torradas. Parecia que fazia mais sentido praticar pintando em mim mesma. Um dos meus modelos favoritos acabou sendo um senhor aposentado, que não só não se importava de ficar sentado parado e levar tinta nas orelhas, mas também não ficava muito constrangido por ser levado a lugares bem públicos, para exibição, como no metrô”. (TED)


c&p

Fonte: A Plus; TED Talks; Alexa Meade.


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