Morre a Grande Mulher Maya Angelou (1928—2014)

Maya Angelou. (Foto: Reprodução/Internet, Maya Angelou Global Renaissance Woman).

Poetisa, escritora, atriz, diretora, cantora, dançarina, produtora, dramaturga, historiadora, educadora, e ativista do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, faleceu nesta última quarta-feira, dia 27 de maio, em sua casa na Carolina do Norte.

Nada melhor do que suas próprias palavras para descrever a perda desta grande mulher.

“Estou agradecida por ter sido amada e por ser amada hoje e por ser capaz de amar, porque o amor liberta. Ele não apenas segura—isto é ego. O amor liberta. Ele não ata. O amor diz, ‘eu te amo. Eu te amo se você estiver na China. Eu te amo se você estiver do outro lado da cidade. Eu te amo se você estiver no Harlem. Eu te amo. Eu gostaria de estar perto de você. Eu gostaria de ter os seus braços em volta de mim. Eu gostaria de ouvir sua voz no meu ouvido. Mas isto não é possível agora, então eu te amo. Vá’”.

 Maya em sua juventude quando artista de nightclubs.
(Foto: Reprodução/Internet).

Sobre o futuro da poesia, Maya disse uma vez:

“Tudo que eu terei de fazer é escutar hip-hop ou algum dos rappers”.

E falando em rappers…

“Anos atrás eu atuei em um filme chamado Poetic Justice (Justiça Poética), e havia um jovem que no primeiro dia de filmagem falou um palavrão, eu não pude acreditar. Eu caminhei, para atrás dele, tentando ignorá-lo. Mas no segundo dia, ele e outro jovem, um jovem negro, se desentenderam e estavam prontos para brigar. Centenas de atores extras começaram a correr. Mas um homem negro se aproximou dos dois jovens, e eu me aproximei, eu peguei um deles pelo ombro. Eu disse, ‘deixe-me falar contigo.’ … Ele finalmente se acalmou, e eu disse, ‘Você sabe o quanto você é necessário? Você sabe o quê você significa para nós? Você sabe que aqueles séculos de luta foram pra você? Por favor querido, pare por um minuto.’ … Eu coloquei meu braço em volta dele. Ele começou a chorar. As lágrimas caíram. Aquele jovem era Tupac Shakur. Eu o levei para para um canto e mantive ele de costas para as pessoas para que eles não o vissem, e eu usei minhas mãos para secar o seu rosto.”

Maya recebeu a Medal da Liberdade (Medal of Freedom) das mãos do Presidente Barak Obama em 2010. (Foto: Reprodução/Internet, BBC).

Sobre racismo,

“A praga do racismo é traiçoeira, ela entra em nossas mentes tão suavemente e quietamente e invisivelmente assim como os micróbios flutuantes entram em nossos corpos para encontrar em nossa corrente sanguínea uma aquisição para toda a vida”.

c&p

Fonte: Time; The Root

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